DOIS CRAQUES GRAPIÚNAS* NA ELITE DO FUTEBOL BRASILEIRO de CYRO DE MATTOS**


América - Campeão Mineiro - 1948. Em pé : Humaitá , Lazzarotti, Esteves, Aldo Gaia, Lusitano. Agachados: Valinho, Nandinho, Fernando, Celso, Murilinho

Refiro-me a Nandinho e Tuta, dois jogadores grapiúnas que brilharam na elite do futebol brasileiro, na época do pré-estádio do Maracanã. Os jogos mais importantes no Rio eram realizados até então em São Januário, o maior estádio de futebol carioca. O futebol nacional vivia a transição do amadorismo para o profissional.

O jogador Nandinho atuou no Flamengo, formando com Zizinho e Pirilo o célebre trio do primeiro tricampeonato do rubro-negro carioca. No entanto, deu seus primeiros passos no caminho do futebol jogando pelada no campo das pastagens de Berilo Guimarães, em Itabuna. Foi para Salvador e ingressou no time juvenil do Bahia onde mais tarde faria parte da equipe profissional. Sagrou-se campeão no time profissional do tricolor baiano em 1940. Quando retornava a Itabuna, treinava para manter a forma no Campo da Desportiva. Do Bahia transferiu-se para o Flamengo. Depois de passagem destacada no rubro-negro carioca foi jogar no América mineiro onde se sagrou campeão e se tornou ídolo em várias temporadas.

O jogador Tuta veio de Uruçuca, antiga Água Preta. Atuou no futebol de Ilhéus e de Itabuna, onde vestiu a camisa da Associação, poderoso time que dominou o futebol amador do Sul da Bahia na década de 40. Foi jogar em Salvador no Bahia e, no tricolor baiano, sagrou-se também campeão. De lá chegou ao Vasco da Gama, na época em que o esquadrão de São Januário formou um dos times mais importante de sua história, conhecido como Expresso da Vitória. Nessa equipe lendária, jogavam Barbosa, Augusto, Ely, Danilo, Friaça, Ademir Menezes e Chico, que foram servir à Seleção Brasileira de 1950, vice-campeã mundial.

Vasco da Gama – Torneio dos Campeões – Minas Gerais - 1948. Em pé: Rafanelli, Barbosa, Augusto, Ely, Jorge e Danilo; Agachados: Djalma, Maneca, Friaça, Tuta, Chico e o massagista Mário Américo.

Importa lembrar que o grande derby do futebol mineiro era América e Atlético até meados de 1960. O Cruzeiro ainda não havia surgido como uma potência do futebol brasileiro, com aquele famoso time integrado pelo goleiro Raul, os craques Tostão e Dirceu Lopes, Natal, Zé Carlos e Euvaldo. O América chegou a se sagrar dez vezes campeão na época que o seu grande rival era o Atlético.

Para comemorar a reinauguração do Estádio da Alameda, modernizado e ampliado em março de 1948, de cinco mil para 15 mil espectadores, o América promoveu um torneio quadrangular, que ficou conhecido como o Torneio dos Campeões. A disputa reuniu os campeões estaduais de Rio de Janeiro (Vasco), de São Paulo, representado pelo São Paulo, Minas Gerais pelo Atlético, campeão dois anos antes, além do anfitrião América, que se sagrou campeão do torneio e de Minas Gerais, no final daquele ano.

Nandinho fez parte do esquadrão do América, campeão mineiro em 1948, que tinha como técnico o polêmico Yustrich. Já Tuta jogou no Vasco da Gama, que tinha como técnico Flávio Costa, no Torneio dos Campeões , realizado naquele mesmo ano em Belo Horizonte.

Enquanto isso, em 1949 o time do Arsenal, o mais popular da Inglaterra, fez uma excursão ao Brasil onde em São Paulo enfrentou o Corinthians, derrotando-o, e o Palmeira, que conseguiu um empate a duras penas. Restava enfrentar o Vasco e o Flamengo no São Januário, o gigante da colina. Na noite de 25 de maio de 1949, uma quarta-feira, São Januário recebeu o maior público de sua história, no amistoso entre o Vasco e o Arsenal.

A excursão do time britânico era cercada de grande expectativa. Havia uma mística, que corria no tempo, alardeando que o time britânico era o melhor do mundo, e os próprios ingleses julgavam-se  os donos do futebol, pois foram eles os inventores desse esporte. Por tudo isso, a partida entre Vasco e Arsenal foi cercada de um interesse enorme, adquirindo até um sabor de decisão de mundial de clubes, uma vez que, no ano anterior, o Vasco havia conquistado o título de campeão sul-americano  invicto, no torneio realizado no Chile. Para enfrentar o time da Inglaterra, o Vasco (foto abaixo) entrou em campo com uma das formações mais fortes da sua história, saindo vencedor da partida por um a zero, gol de Nestor aos 33 minutos do segundo tempo. E o baiano grapiúna Tuta participou desse time lendário do gigante da colina.

Time do Vasco da Gama que Derrotou o Arsenal em 1949. Em pé, Eli, Augusto, Jorge, Danilo, Barbosa e Sampaio; agachados, Mário Américo (massagista), Nestor, Maneca, Ademir, Ipojucan e Tuta.

*Grapiúna é o nascido no Sul da Bahia, na época da conquista da terra e do povoamento. E o que se identifica com uma civilização singular forjada pela lavoura do cacau, ao longo dos anos.

** Cyro de Mattos é ficcionista e poeta. Membro efetivo do Pen Clube do Brasil e Academia de Letras da Bahia. Premiado no Brasil, Portugal, Itália e México. Tem livro publicado em Portugal, Itália, França, Alemanha e Espanha. Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Bahia)

ARQUITETURA NEOCOLONIAL NO RIO DE JANEIRO

A arquitetura neocolonial foi um estilo ligado ao movimento nacionalista dos anos 20 que reinterpretou o estilo colonial brasileiro à luz da modernidade, numa reação à arquitetura importada da Europa. Segundo Carlos Kessel, em "Estilo, Discurso, Poder: Arquitetura Neocolonial no Brasil", "caracteriza-se por uma estilização do velho estilo colonial. Nascido da reação contra o ecletismo dominante nos primeiros anos deste século, o neocolonial encontrou sua justificativa na ânsia de buscar, nas formas construtivas tradicionais do Brasil, uma arquitetura que pudesse ser definida como genuinamente autóctone." 

As principais características nas fachadas neocoloniais são o uso de azulejos (letra A na foto abaixo, da capela do Hospital Gaffrée e Guinle, na Tijuca), pináculos ou coruchéus (B), beirais e frontões ondulados (C), telhas como elementos da ornamentação (na foto abaixo, no coroamento da torre sineira, letra D), volutas ocasionais (E), sacadas (por exemplo, na foto 2) e pátios internos.


Foto 1: Capela de N. S. da Conceição do Hospital Gaffrée e Guinle, na Tijuca ilustrando as características do estilo neocolonial

O Museu Histórico Nacional, embora preserve partes da antiga Casa do Trem e Arsenal de Guerra coloniais, possui acréscimos neocoloniais (foto 2). Outros prédios neocoloniais notáveis são o Instituto de Educação , a mais importante obra do neocolonial carioca, com projeto escolhido por um concurso, cujo edital especificava essa opção estilística, como informa o Guia da Arquitetura Eclética no Rio de Janeiro (Rua Mariz e Barros, 273, Tijuca - aqui), o Hospital Gaffrée e Guinle (foto 3) e a sede do clube futebolístico Vasco da Gama (foto 4). 



Foto 2: Pátio de Santiago, Museu Histórico Nacional. O conjunto composto da Casa do Trem (1762) e Arsenal de Guerra (1764) foi reformado e "aformoseado" para abrigar o Palácio das Indústrias na Exposição de 1922, dando depois origem ao Museu Histórico Nacional.


Foto 3: Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, à Rua Mariz e Barros, 775 (Tijuca). A fachada dos fundos do hospital pode ser vista aqui


Foto 4: Fachada do Estádio Vasco da Gama (mas conhecido como Estádio São Januário). "Fundado no dia 21 de abril de 1927, o Estádio Vasco da Gama acabou ficando mais famoso como São Januário, que é o nome de umas das principais ruas que levam ao estádio. O estádio é a principal sede do Vasco. Construída numa área de 56 mil metros quadrados e situada à Rua General Almério de Moura, 131, no bairro Vasco da Gama, o complexo conta com estádio, ginásio, parque aquático e setor administrativo." Mais informações aqui

Além do já citado instituto que agora se chama Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro, várias escolas municipais adotaram o estilo: Escola Uruguai, na Rua Ana Néri, 192 (Benfica, 1930 - aqui), Escola Estados Unidos, na Rua Itapiru, 453 (Catumbi, 1930), Escola Sarmiento, na Rua 24 de Maio, 931 (Engenho Novo, 1929 - foto 5), Escola Henrique Dodsworth, na Av, Epitácio Pessoa, esquina com Rua Redentor (Ipanema, 1943), Escola Soares Ferreira (Av. Maracanã, 450 (Tijuca, 1927 - aqui). Também o antigo Colégio Arte e Instrução, em Cascadura, que encerrou suas atividades no final de 2013 e foi uma das escolas mais importantes na formação de inúmeras gerações na região, adotou esse estilo (foto 6).


Foto 5: Escola Municipal Sarmiento em estilo neocolonial, construído em 1929. Observe a sacada com gradil e o mapa do Brasil em painel de azulejos à direita.


Foto 6: Antigo Colégio Arte e Instrução em estilo neocolonial (Cascadura). Segundo Washington Fajardo, "o edifício é um belo exemplar da arquitetura neocolonial. Na época do Estado Novo, as escolas precisavam, por meio da arquitetura, passar uma mensagem nacionalista forte. O edifício do Colégio Arte e Instrução é um exemplo disso. O imóvel é uma referência no bairro de Cascadura e na região de Madureira". Tombado em 2015 (ver aqui). 

No Largo do Boticário (Cosme Velho - foto 7) temos um conjunto de casas que, nos anos 1920-40, foram construídas ou reformadas dentro de uma estética neocolonial então em voga, empregando materiais de casas demolidas no Centro, inclusive para a abertura da Avenida Presidente Vargas. O conjunto hoje está degradado, aguardando uma solução, para que seja restaurado. Mais informações sobre o largo e sua história você encontra aqui.


Foto 7: Largo do Boticário. "O Largo do Boticário é lindo, mas... é recente. Foi construído por ideia e mando de D. Sylvinha de Bittencourt, mulher do então dono do Correio da Manhã, Paulo Bittencourt, na década de 40, usando material de demolição das casas centenárias postas abaixo pelo prefeito Henrique Dodsworth. O Largo original, onde o atual foi construído, era um lugar pobre que ganhou o nome por causa de um farmacêutico de então, que lá viveu. Dele, sobrevivem as belas árvores da entrada. Hoje se encontra abandonado e decadente, com ocupações de sem-teto recorrentes. Sua proprietária, herdeira de D. Sylvinha, não o vende, nem aluga, nem preserva. O Estado é impotente diante de tal situação." Francisco Daudt

Outras casas residenciais, além daquelas do famoso largo, adotaram o neocolonial, algumas delas na Urca, bairro cuja ocupação, possibilitada por um aterro, deu-se na década de 1920, em plena vigência do neocolonial. Por exemplo, os casarões das fotos 8 e 9. 


Foto 8: Casarão neocolonial na Rua Ramon Franco, 87 (Urca), com frontão ondulado, treliças nas sacadas e num trecho do muro,  azulejos, pináculos, telhas compondo a ornamentação, ou seja, os elementos definidores do estilo. 


Foto 9: Casarão neocolonial na Av. Portugal, 716 (Urca), com portada neobarroca com uma estilização dos oratórios coloniais no frontão e emprego abundante de telhas. 

Um elemento da arquitetura colonial retomado em umas poucas construções do neocolonial é o muxarabi ou rótula. de origem mourisca, trazido de Portugal pelos colonizadores, foi proibido por motivos estéticos em 1808 pelo Intendente-Geral da Polícia Paulo Fernandes, já que "além de serem incômodas, prejudiciais à saúde publica, interceptando a livre circulação do ar, estão mostrando a falta de civilização dos seus moradores" (Padre Perereca). No Largo do Boticário temos talvez o único exemplar autêntico, colonial, de muxarabi sobrevivente, que você pode ver aqui. As alas neocoloniais do Museu Histórico Nacional (pois existe a parte autenticamente colonial também) utilizam muxarabis estilizados (aqui).  Mas a reprodução moderna mais perfeita de um muxarabi encontrei na bonita casa neocolonial da Rua Domício da Gama (Tijuca) mostrada na foto 10.


Foto 10: Bonita casa neocolonial com muxarabis estilizados sob os dois frontões e elegante pórtico, na Rua Domício da Gama (Tijuca). Mais detalhes sobre esta maravilha no blog do meu amigo Fabio Carvalho clicando aqui. 

 Na arquitetura religiosa temos:

  • Igreja de Santa Maria Margarida (Rua Frei Solano, 23, Lagoa - foto 11 e aqui).
  • Igreja de Nossa Senhora do Brasil (Av. Portugal, 772, Urca - foto 12).
  • Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa (Av. Passos, 15, Centro - foto 13).
  • Capela de Santa Teresinha no jardim do Palácio Guanabara (Laranjeiras - foto 14).


Foto 11: Igreja Matriz Santa Margarida Maria (Lagoa). A Igreja foi construída em 1939, por uma congregação holandesa do Sagrado Coração de Jesus. Tem estilo neocolonial tardio, com as paredes internas pintadas em azul e rosa, e adornadas por oito colunas altíssimas ao longo da nave. 


Foto 12: Igreja de Nossa Senhora do Brasil na Urca, interpretação original, que não segue estritamente o "modelo", do estilo neocolonial. A ondulação, normalmente no frontão ou beiral, aqui se encontra na parte inferior do prédio, onde estão as escadas de duplo acesso e o pátio diante da portada elevada. Projeto de Frederico Faro Filho de 1932, construída em 1934. "A colocação do salão paroquial no térreo eleva a pequena igreja em relação à rua e oferece boa solução de distribuição para o terreno exíguo. No interior há nave única com ornamentação copiada do vocabulário barroco ibero-americano. A construção desta igreja dedicada a uma invocação marcadamente nacionalista da Virgem Maria corresponde ao momento inicial de ocupação da Urca e ao apogeu do neocolonial." (Guia da Arquitetura Eclética no Rio de Janeiro) 


Foto 13: Igreja de Nossa Senhora da Lampadosa. A construção setecentista foi demolida em 1929 par dar lugar a uma igreja em estilo neocolonial, com influência da arquitetura mexicana. 

Foto 14: Capela Santa Teresinha, do Palácio Guanabara,  em estilo neocolonial, construída em 1946 a pedido de Carmela Dutra, a esposa do então Presidente. 

Estas e outras fotos representativas do neocolonial você pode ver no álbum ESTILO NEOCOLONIAL


Além do estilo neocolonial luso-brasileiro a que nos referimos (e quando a gente fala "neocolonial" puramente, subentende-se o luso-brasileiro), esteve também em voga nos anos 20 e 30 um estilo neocolonial hispano-americano, conhecido como estilo Missões ou Mexicano, cujo principal exemplar no Rio é a sede do clube Botafogo (foto 15). 

Foto 15: Sede do Botafogo (1928). Projetado pelos arquitetos Archimedes Memória e Francisque Cuchet em estilo Missões (neocolonial hispano-americano). Tombado pelo Município. "Na sede do Botafogo, os arquitetos adotam o estilo missões, inspirado na arquitetura colonial da América espanhola tal como fora interpretada nos Estados Unidos, com pequenas referências à arquitetura colonial portuguesa." (Enciclopédia Itaú Cultural) 

O estilo Missões também foi muito empregado em casas e prédios em diferentes bairros do Rio. São características do estilo Missões:


torre circular com telhado de beiral
parede com superfície irregular, texturizada
alpendre com entrada em arco
muro coberto de telha
frontão arqueado coberto de telhas e ornado com um pequeno painel de azulejos, geralmente de temática religiosa
colunas torsas ou salomônicas (espiraladas)
Dificilmente uma casa reunirá todos esses elementos, por exemplo, se tiver uma torre circular, não terá o frontão arqueado, e vice-versa, como você pode ver nas fotos 10.16-17 abaixo, mas a parede texturizada é um elemento universal, obrigatório no estilo Missões (conquanto mais tarde a casa possa ter sido descaracterizada e recebido uma nova pintura sem esse traço), e o frontão arqueado é a característica mais comum, sobretudo nas casinhas de subúrbio. Tudo isso você pode conferir no álbum ESTILO MISSÕES.


Foto 10.16: Casinha no Grajaú em estilo Missões.

Foto 10.17: Casa em Ipanema em estilo Missões.

ART NOUVEAU NO RIO DE JANEIRO

Art nouveau foi um estilo de design e arquitetura muito popular na belle époque que explorou materiais novos como o ferro e o vidro e avanços nas artes gráficas. Seu maior expoente foi o espanhol Antoni Gaudí. Procurou referências nas tradições barroca, gótica e mourisca, mas sem fixar regras. Caracteriza-se por formas sinuosas e fluidas. Segundo Marcio Roiter, do Instituto Art Déco Brasil, é um estilo assimétrico, com fluidez de linhas e forte inspiração da natureza. Segundo o arquiteto Hélio Brasil, é “como se você construísse um emaranhado geométrico e, depois, sobre ele, usasse as caprichosas curvas da natureza, lembrando as tramas da vegetação, com folhas e flores estilizadas”.

No Rio o exemplar mais notável do art nouveau foi a Fábrica do Elixir de Nogueira, projeto de Antonio Virzi, construído em 1916, tombado em 1968, destombado (!) e demolido em 1970 (ver aqui). Para o proprietário do elixir, Gervásio Renault da Silveira, esse mesmo arquiteto construiu o Villino Silveira (Rua do Russel, 734, Glória, ao lado do prédio da Manchete - foto 1, bem como aqui e aqui), esse tombado pra valer, um "um dos raríssimos exemplares cariocas em que o art nouveau não foi apenas um estilo decorativo superficial aplicado sobre paredes e mobiliário, mas efetivamente um princípio arquitetônico", segundo o Guia da Arquitetura Eclética no Rio de Janeiro. Outro desses raríssimos exemplares é o anexo da Casa de Artes Paquetá, inspirado no art nouveau de Gaudí (foto 2, bem como no álbum ESTILO ART NOUVEAU). 

Algumas casas em Santa Teresa apresentam ornamentação art nouveau, como as de números 598 (aqui) e 616 (aqui) na Rua Joaquim Murtinho e a Villa Alice, que mescla art nouveau com neogótico (janelas ogivais).  A "cauda de pavão" formada pelas janelas de vitrais da fachada da Casa Franklin (Avenida Passos, 36 - foto 3) também tem inspiração art nouveau. Recentemente descobri uma casa na Rua General Dionísio, 53, Humaitá, que embora semiencoberta pela folhagem do jardim dianteiro, revela seu espírito art nouveau na grade do muro (aqui), vitrais (aqui) e portal da varanda (foto 4).  Até nos "confins" de Santa Cruz achei uma casinha com elegantes linhas art nouveau, a Vila Joanna (foto 5). 

O Cinema Íris (cinema centenário na Rua da Carioca, 49 que atualmente exibe filmes pornô - ver postagem CINEMA ÍRIS no meu blog Literatura & Rio de Janeiro) e a Confeitaria Colombo exibem elementos art nouveau na decoração interna: o cinema, nos azulejos (foto 6), grades (aqui) e painéis de madeira (aqui) e a confeitaria, especialmente nos vitrais da claraboia (foto 7).

O Restaurante Albamar, que é um dos cinco torreões do antigo Mercado Municipal, de estrutura metálica, demolido com a construção da Perimetral, apresenta um traçado art nouveau em sua cúpula, como mostra a foto 8.

Finalmente, embora especialistas afirmem que a influência do art nouveau na arquitetura carioca foi discreta, que "pouco houve no Brasil de art nouveau" (Marcio Roiter), discordo com base na minha observação, em andanças pela cidade, de que muitas casas rotuladas como ecléticas exibem elementos art nouveau, de forma mais diluída, menos ostensiva que nas exuberantes construções art nouveau europeias, mas mesmo assim a influência da estética art nouveau transparece. 

Por exemplo, o clássico formato de portas e janelas em três seções formando um todo arredondado, do qual um exemplo paradigmático pode ser visto nesta foto tirada em Praga, foi muito utilizado, em versões mais ou menos simplificadas, em diversas casas Rio afora, como você pode ver na foto 9, de uma singela casinha numa ladeira que sobe para Santa Teresa, na foto 10, de uma fachada no Largo do Machado, na casa da Rua Joaquim Murtinho, 616, já mencionada, bem como aqui, aqui, aqui, aqui (sacada), aqui, aqui, aquiTambém nestas janelas geminadas julgamos ver certa influência art nouveau, embora diluída (mas se você discorda por favor contacte o editor do blog no Facebook): foto 11, foto 12 e aquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaquiaqui (falsa janela), aquiaquiaqui. 

E se ainda não se cansaram do tema, convido-os para uma olhada no álbum ESTILO ART NOUVEAU onde verão estes e ainda outros exemplos da influência art nouveau na arquitetura carioca.       


Foto 9.1: Villino Silveira, projeto de Antônio Virzi de 1915. "Um dos raríssimos exemplares cariocas em que o art nouveau não foi apenas um estilo decorativo superficial aplicado sobre paredes e mobiliário, mas efetivamente um princípio arquitetônico." (Guia da Arquitetura Eclética no Rio de Janeiro)


Foto 9.2: Casa de Arte Paquetá: anexo inspirado no art nouveau de Gaudí. 


Foto 9.3: Casas Franklin (1911). "As janelas com vitrais formam uma grande cauda de pavão de onde alça voo uma águia de bronze que, originalmente, levava uma luminária no bico." Guia da Arquitetura Eclética no Rio de Janeiro. Para uma foto da fachada inteira clique aqui


Foto 9.4: Varanda art nouveau de casa do Humaitá 

Foto 9.5: Villa Joana em Santa Cruz, com elegantes linhas art nouveau. 

Foto 9.6: Azulejos art nouveau no Cinema Íris


Foto 9.7: Claraboia art nouveau da Confeitaria Colombo


Foto 9.8: Traçado art nouveau na cúpula do Restaurante Albamar.


Foto 9.9: Art nouveau na Ladeira Frei Orlando que sobe para Santa Teresa.


Foto 9.10: Janela art nouveau no Largo do Machado.

Foto 9.11: Casa com linhas art nouveau em Ramos. 

Foto 9.12: Vila Aymorés, conjunto de dez casas ecléticas (com toques art nouveau) construídas na primeira década do século XX que sofreram um forte processo de degradação mas foram restauradas para abrigar escritórios comerciais. 

QUAIS AS MAIORES ECONOMIAS DO MUNDO?


Classicamente o indicador que reflete o tamanho das economias dos países é o produto interno bruto (PIB), gross domestic product (GDP) em inglês. Aqui está a lista de países do mundo por PIB em ordem decrescente, em 2016, segundo dados do Banco Mundial


País
PIB em 2016 (milhões de dólares)
1. Estados Unidos
18.624.475,00
2. China
11.199.145,16
3. Japão
4.940.158,78
4. Alemanha
3.477.796,27
5. Reino Unido
2.647.898,65
6. França
2.465.453,98
7. Índia
2.263.792,50
8.Itália
1.858.913,16
9. Brasil
1.796.186,59
10. Canadá
1.529.760,49
11. Coreia do Sul
1.411.245,59
12. Federação Russa
1.283.162,99
13. Espanha
1.237.255,02
14. Austrália
1.204.616,44
15. México
1.046.922,70
16. Indonésia
932.259,18
17. Peru
863.711,71
18. Países Baixos
777.227,54
19. Suíça
668.851,30
20. Arábia Saudita
646.438,38
21. Argentina
545.476,10
22. Suécia
514.459,97
23. Polônia
471.364,41
24. Bélgica
467.955,71
25. Irã
418.976,68
26. Tailândia
407.026,13
27. Nigéria
404.652,72
28. Áustria
390,799,99
29. Noruega
371.076,19
30. Emirados Árabes Unidos
348.743,27
31. Egito
332.791,05
32. Hong Kong (China)
320.910,17
33. Israel
317.744,78
34. Dinamarca
306.899,65
35. Filipinas
304.905,41
36. Irlanda
304.819,02
37. Cingapura
296.975,68
38. Malásia
296.535,93
39. África do Sul
295.456,19
40. Colômbia
282.462,55
41. Paquistão
278.913,37
42. Chile
247.027,91
43. Finlândia
238.502,90
44. Bangladesh
221.415,16
45. Vietnã
205.276,17
46. Portugal
204.836,60
47. República Checa
195.305,08
48. Grécia
192.690,81
49. Peru
192.207,34
50. Romênia
187.592,04
51. Nova Zelândia
184.969,15
52. Iraque
171.489,00
53. Argélia
159.049,10
54. Catar
152.451,92
55. Cazaquistão
137.278,32
56. Hungria
125.816,64
57. Kuwait
110.875,58
58. Marrocos
103.606,32
59. Equador
98.613,97
60. Sudão
95.584,38
61. Angola
95.335,11
62. Ucrânia
93.270,48
63. República Eslovaca
89.768,60
64. Sri Lanka
81.321,88
65. Etiópia
72.374,22
66. República Dominicana
71.583,55
67. Quênia
70.529,01
68. Guatemala
68.763,26
69. Uzbequistão
67.220,34
70. Omã
66.293,37
71. Myanmar
63.225,10
72. Luxemburgo
58.631,32
73. Costa Rica
57.435,51
74. Panamá
55.187,70
75. Bulgária
53.237,88
76. Uruguai
52.419,72
77. Croácia
50.714,96
78. Líbano
49.598,83
79. Bielorrússia
47.407,22
80. Tanzânia
47.340,07
81. Macau (China)
45.310,88
82. Eslovênia
44.708,60
83. Lituânia
42.738,88
84. Gana
42.689,78
85. Tunísia
42.062,55
86. Jordânia
38.654,73
87. Sérvia
38.299,85
88. Azerbaijão
37.847,72
89. Costa do Marfim
36.372,61
90. Turquemenistão
36.179,89
91. Bolívia
33.806,40
92. Camarões
32.217,50
93. Bahrain
32.179,07
94. República Democrática do Congo
31.930,86
95. Letônia
27.572,70
96. Paraguai
27.424,07
97. Iêmen
27.317,61
98. El Salvador
26.797,47
99. Uganda
24.078,93
100. Estônia
23.337,91
101. Trinidad e Tobago
21.894,71
102. Honduras
21.516,94
103. Nepal
21.131,98
104. Zâmbia
21.063,99
105. Papua Nova Guiné
20.213,21
106. Islândia
20.047,41
107. Chipre
20.047,01
108. Camboja
20.016,75
109. Afeganistão
19.469,02
110. Bósnia e Herzegovina
16.910,28
111. Zimbábue
16.619,96
112. Laos 
15.805,71
113. Botsuana
15.581,14
114. Senegal
14.683,70
115. Geórgia
14.378,02
116. Gabão
14.213,56
117. Jamaica
14.056,91
118. Mali
14.034,98
119. Cisjordânia e Gaza
13.397,10
120. Nicarágua
13.230,84
121. Maurício
12.168,44
122. Albânia
11.863,87
123. Burkina Faso
11.693,24
124. Brunei
11.400,65
125. Bahamas
11.261,80
126. Mongólia
11.183,46
127. Moçambique
11.014,86
128. Malta
10.999,05
129. Namíbia
10.947,88
130. Macedônia
10.899,58
131. Guiné Equatorial
10.684,80
132. Armênia
10.572,30
133. Madagáscar
10.001,19
134. Chade
9.600,76
135. Benin
8.583,03
136. Ruanda
8.376,05
137. Guiné
8.200,25
138. Haiti
8.022,64
139. Congo. Rep .
7.833,51
140. Tajiquistão
6.951,66
141. Moldávia
6.749,52
142. Kosovo
6.649,89
143. Quirguistão
6.551,29
144. Somália
6.217,00
145. Guam
5.793,00
146. Malawi
5.433,04
147. Mauritânia
4.739,30
148. Fiji
4.703,63
149. Barbados
4.529,05
150. Togo
4.400,00
151. Montenegro
4.374,13
152. Maldivas
4.224,21
153. Serra Leoa
3.736,59
154. Suazilândia
3.720,65
155. Guiana
3.502,40
156. Suriname
3.278,43
157. Burundi
3,007,03
158. Andorra
2.858,52
159. Lesoto
2.291,32
160. Butão
2.212,64
161. Libéria
2.101,00
162. Timor-Leste
1.778,97
164. República Centro-Africana
1.756,12
165. Belize
1.741,10
166. Santa Lúcia
1.667,08
167. Cabo Verde
1.617,47
168. San Marino
1.590,71
169. Antígua e Barbuda
1.460,14
170. Seychelles
1.427,32
171. Ilhas Marianas do Norte
1.242,00
172. Ilhas Salomão
1.202,13
173. Guiné-Bissau
1.164,94
174. Granada
1.056,19
175. Gâmbia
964,60
176. St. Kitts e Nevis
909,85
177. Samoa
786,36
178. Vanuatu
773,50
179. São Vicente e Granadinas
768,22
180. Samoa Americana
658,00
181. Comores
616,65
182. Dominica
581,48
183. Tonga
401,56
184. São Tomé e Príncipe
342,78
185. Micronésia. Fed, Sts
329,90
186. Palau
310,25
187. Ilhas Marshall
194,50
188. Kiribati
181,55
189. Nauru
102,06
190. Tuvalu
34,22



Ficaram de fora da tabela por falta de dados do PIB: Bermudas, Coréia do Norte, Cuba, Curaçao, Djibouti, Eritreia, Gibraltar, Groenlândia, Ilha de Man, Ilhas Cayman, Ilhas do Canal, Ilhas Faroe, Ilhas Turks e Caicos, Ilhas Virgens (EUA), Ilhas Virgens Britânicas, Líbia, Liechtenstein, Mônaco, Níger, Nova Caledônia, Polinésia Francesa, Porto Rico, República Árabe da Síria, Sint Maarten (parte holandesa), St Martin (parte francesa), Sudão do Sul, Venezuela

Mas se você dividir o produto interno bruto de um país pelo número de habitantes, obtendo assim a renda per capita (por cabeça), ocorre uma reviravolta: países que estavam na frente passam para trás, e vice-versa. O Brasil, a nona economia do mundo, agora está em 74. lugar, atrás da Rússia, Romênia (!) e Argentina, mas na frente de China, México e Índia. Luxemburgo, que estava em 72. lugar no ranking do PIB, agora passou para o primeiríssimo lugar! 

1 Luxemburgo
100.738,7
2 Suíça
79.887,5
3 RAE de Macau. China
74.017,2
4 Noruega
70.868,1
5 Irlanda
64.175,4
6 Islândia
59.764,7
7 Qatar
59.324,3
8 Estados Unidos
57.638,2
9 Dinamarca
53,578,8
10 Cingapura
52.962,5
11 Suécia
51.844,8
12 Austrália
49.755,3
13 San Marino
47.908,6
14 Holanda
45,637,9
15 Áustria
44.757,6
16 Hong Kong (China)
43.741,0
17 Finlândia
43.401,2
18 Canadá
42.183,3
19 Alemanha
42,161,3
20 Bélgica
41.271,5
21 Reino Unido
40.367,0
22 Nova Zelândia
39.412,2
23 Japão
38.900,6
24 Emirados Árabes Unidos
37.622,2
25 Israel
37.180,5
26 Andorra
36.988,6
27 França
36.857,1
28 Guam
35.562,6
29 Porto Rico
30.790,1
30 Itália
30,661,2
31 Bahamas
28.785,5
32 Coreia do Sul
27,538,8
33 Kuwait
27.359,2
34 Brunei
26.939,4
35 Espanha
26.616,5
36 Malta
25.145,4
37 Chipre
23,541,5
38 Bahrein
22,579,1
39 Ilhas Marianas do Norte
22.572,4
40 Eslovênia
21.650,2
41 Arábia Saudita
20.028,6
42 Portugal
19.838,0
43 República Checa
18.483,7
44 Grécia
17.890,6
45 Estônia
17.736,8
46 St. Kitts e Nevis
16.596,8
47 República Eslovaca
16.529,5
48 Trinidad e Tobago
16.040,5
49 Barbados
15.891,6
50 Uruguai
15.220,6
51 Seychelles
15.075,7
52 Omã
14.982,4
53 Lituânia
14.900,8
54 Antígua e Barbuda
14.462,2
55 Palau
14.428,1
56 Letônia
14.071,0
57 Chile
13.792,9
58 Panamá
13.680,2
59 Hungria
12.820,1
60 Argentina
12.440,3
61 Polônia
12,414,1
62 Croácia
12.149,2
63 Samoa Americana
11.834,7
64 Costa Rica
11.824,6
65 Turquia
10.862,6
66 Maldivas
9.875,3
67 Granada
9.841,8
68 Maurício
9.630,9
69 Romênia
9.522,8
70 Malásia
9.508,2
71 St, Lucia
9.364,8
72 Federação Russa
8.748,4
73 Guiné Equatorial
8.747,4
74 Brasil
8.649,9
75 Líbano
8,257,3
76 México
8.208,6
77 China
8,123,2
78 Dominica
7.906,7
79 Nauru
7.821,3
80 Cazaquistão
7,714,7
81 Bulgária
7,469,0
82 Gabão
7.179,3
83 Montenegro
7,028,9
84 São Vicente e Granadinas
7.006,6
85 Botsuana
6,924,1
86 República Dominicana
6.722,2
87 Turquemenistão
6.389,3
88 Peru
6,049,2
89 Equador
6,018,5
90 Tailândia
5.910,6
91 Suriname
5.871,4
92 Colômbia
5.805,6
93 Sérvia
5,426,2
94 África do Sul
5.274,5
95 Macedônia
5.237,1
96 Fiji
5,233,5
97 Irã
5,219,11
98 Bielorrússia
4,989,4
99 Jamaica
4.878,6
100 Bósnia e Herzegovina
4.808,4
101 Belize
4,744,7
102 Iraque
4.609,6
103 Guiana
4,529,1
104 Namíbia
4,415,0
105 El Salvador
4.223,6
106 Guatemala
4,146,7
107 Albânia
4,125
108 Jordânia
4,087,9
109 Paraguai
4,077,7
110 Samoa
4,030,0
111 Argélia
3,916,9
112 Sri Lanka
3,910,0
113 Azerbaijão
3.878,7
114 Geórgia
3,865,8
115 Tonga
3.748,6
116 Mongólia
3,694,1
117 Tunísia
3.688,6
118 Ilhas Marshall
3,665,2
119 Kosovo
3.661,4
120 Armênia
3,614,7
121 Indonésia
3.570,3
122 Egito
3,477,9
123 Angola
3.308,7
124 Micronésia
3,143,7
125 Bolívia
3,105
126 Tuvalu
3.083,6
127 Cabo Verde
2.997,8
128 Filipinas
2.951,1
129 Cisjordânia e Gaza
2.943,4
130 Marrocos
2.892,8
131 Vanuatu
2,860,6
132 Butão
2,773,5
133 Suazilândia
2,770,2
134 Papua Nova Guiné
2.500,1
135 Sudão
2.415,0
136 Honduras
2.361,2
137 Lao PDR
2.338,7
138 Ucrânia
2.185,7
139 Nigéria
2.175,7
140 Vietnã
2,170,6
141 Nicarágua
2.151,4
142 Usbequistão
2,110,7
143 Ilhas Salomão
2,005,5
144 Moldávia
1,900,2
145 São Tomé e Príncipe
1,714,7
146 Índia
1.709,6
147 Kiribati
1,587,1
148 Costa do Marfim
1,535,0
149 Congo
1,528,2
150 Gana
1,513,5
151 Quênia
1.455,4
152 Paquistão
1.443,6
153 Timor-Leste
1.405,4
154 Camarões
1.374,5
155 Bangladesh
1.358,8
156 Camboja
1.269,9
157 Zâmbia
1.269,6
158 Mianmar
1.195,5
159 Mauritânia
1,101,9
160 Quirguistão
1.077,6
161 Lesoto
1,039,7
162 Zimbábue
1,029,1
163 Iêmen
990,3
164 Senegal
952,8
165 Tanzânia
877,5
166 Tajiquistão
795,8
167 Benin
789,4
168 Mali
779,9
169 Comores
775,1
170 Haiti
739,6
171 Nepal
729,1
172 Etiópia
706,8
173 Ruanda
702,8
174 Chade
664,3
175 Guiné
661,5
176 Guiné-Bissau
641,6
177 Burkina Faso
627,1
178 Uganda
580,4
179 Togo
578,5
180 Afeganistão
561,8
181 Serra Leoa
505,2
182 Gâmbia. O
473,2
183 Libéria
455,4
184 Somália
434,2
185 República Democrática do Congo
405,5
186 Madagascar
401,7
187 República Centro-Africana
382,2
188 Moçambique
382,1


Outro indicador interessante da pujança da economia de um país é o número de empresas no ranking das 500 maiores da revista Fortune. De forma interessante, os quatro primeiros lugares em 2016 coincidem com o ranking pelo PIB, mas depois ocorrem divergências. Motivo de orgulho é o Brasil estar em décimo primeiro lugar, com sete empresas entre as maiores do mundo, empatado com a Itália, país de primeiro mundo, na frente da Rússia, superpotência mundial, da Suécia, país com elevadíssimo nível de vida, e nossa arquirrival Argentina não tem nenhuma empresa na lista!


Classificação
País
Número de empresas entre as 500 maiores da Fortune
1
Estados Unidos
132
2
China
109
3
Japão
51
4
Alemanha
29
5
França
29
6
Grã Bretanha
23
7
Coreia do Sul
15
8
Países Baixos
14

Suíça
14
9
Canadá
11
10
Espanha
9
11
Austrália
7

Brasil
7

Índia
7

Itália
7
12
Taiwan
6
13
Irlanda
4

Rússia
4
14
Cingapura
3
15
Suécia
3
16
México
2

Arábia Saudita
1

Bélgica
1

Dinamarca
1

Emirados Árabes Unidos
1

Grã-Bretanha + Holanda (Unilever)
1

Indonésia
1

Israel
1

Luxemburgo
1

Malásia
1

Noruega
1

Tailândia
1

Turquia
1

Venezuela
1

Quer saber quais são as empresas brasileiras da lista? Ei-las:

Em sua época áurea, a Petrobrás ocupou posições bem melhores. Por exemplo, em 1975, foi a 38a  maior empresa do mundo, única empresa latino-americana na lista das 50 maiores da Fortune, como lemos na página 24 de O Globo de 3 de agosto de 1976. Agora pasmem: em 2012 a Petrobrás era a 25a maior empresa do mundo, em 2013, a 28a e em 2014, idem. Ou seja, a rapinagem lulopetista realmente derrubou a empresa, não é intriga da oposição.